sábado, 8 de outubro de 2011

A História de Arafinwë Ancalimë

            Essa história começa há várias eras, na Gilraen Alcarin, A Floresta Inlocata, onde nasce o guardião do Clã Ancalimë, o designado a ter o poder do clã e protege-lo a qualquer custo, além da sua responsabilidade como O Sétimo Rei, aquele que se revelará de grande valia nos tempos escuros.
            Assim cresceu Arafinwë, que na língua dos homens era Idras, aquele em que todos os elfos colocavam as suas esperanças, sabendo que no dia em que a escuridão caísse sobre os reinos, ele os salvaria. Mas, alguém perguntou o que se passava na cabeça do jovem Idras? Sempre seu pai dizia:, no intervalo entre suas aulas:
            -Meu filho, serás um grande guerreiro, o salvador de nosso povo, e se esse é teu destino, orgulho-me de ser teu pai.
            Mas Idras não suportava tanta pressão, tinha que ser como os outros queriam, não como ele queria ser. Quando se tornou um adolescente-élfico, planejou com seu amigo, Maeglin, uma fuga do reino:
            -Maeglin (Barxton, na língua dos homens), meu caro, ajudará em meu plano?
            -Com uma condição. Para que fugir, se nós temos tudo, comida, armas, treinos, cavalos, mulheres (ponto importante, pois não tem nenhuma das nossas no reino dos homens!)?
            -Queres saber? Pois bem, aqui eu sofro muita pressão, e é lógico que tem várias das nossas no reino humano, só que disfarçadas, e além disso, lembra da minha principal tarefa? Tenho que encontrar uma Guardiã e terei que me casar com ela, para que meu filho ou filha seja um Guardião ou Guardiã? E também lembra que só tem eu de Guardião na Gilraen Alcarin?
            Assim, com a fala do príncipe, Barxton se cala e é iniciado o plano. Os dois, esguios como ladinos, passam que nem sombras pelos corredores do Palácio das Árvores, e com suas vestes élficas, que se adaptam a cor do local, cada um levando as suas armas, Barxton e Idras com suas respectivas espadas elementais, seus escudos rúnicos, Barxton, com seu machado do trovão,seu arco e sua aljava de flechas, e Idras com sua adaga do vento, suas facas de arremesso e sua bolsa de facas.
            Passam pelos guardas como duas cobras, sem nenhum barulho. Quando chegam ao portão, Idras sente um puxão no capuz de sua capa.
            -Pensou que ia me deixar pra trás, maninho?
            -Tarí (seu nome era o mesmo nas sete línguas)! O que faz aqui? E por que está vestida desse jeito?
            -Você achou mesmo que ia fugir sem mim? Ou você vai comigo ou conto para o pai!
            Idras olha para Tarí, para Barxton, e fala:
            -Awakenoria set’ler profundis.
            -Muito bem, Arafinwë, o feitiço do esquecimento e do sono combinados!
            -Para que serviria as aulas de magia, senão isso? Agora, para ninguém desconfiar, colocaremos suas armas e roupas , e Tarí no seu quarto.
            -Isso está ficando bom demais!Imagine o que meus irmãos irão dizer quando falar que eu vi a princesa...
            -Nem completa! Se não eu faço tudo sozinho!
            -Tudo bem.
            Assim, levam a princesa para seu quarto, colocam as suas coisas no devido lugar, despiram ela e a colocaram em suas roupas normais.
            Assim partem os dois amigos,do reino da Gilraen Alcarin. Assim começou a Jornada dos Elfos.